O Segredo do Quarto

26/02/2012 12:31

SUMÁRIO

 

CARTA A I.E.Q. – FAMILIA DE DEUS. 2

INTRODUÇÃO.. 3

1.      TIPOS DE ORAÇÕES. 5

2.      ORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO.. 6

2.1.       ORAÇÃO PATRIARCAL.. 6

2.2.       O período Pré Exílio.. 6

2.3.       Nos Salmos. 7

2.4.       O Período durante o Exílio.. 7

2.5.       O PERÍODO PÓS-EXÍLICO: 8

2.6.       Oração na Monarquia.. 8

2.7.       ORAÇÃO SABIA.. 9

3.      O SECREDO DO QUARTO.. 10

CONCLUSÃO.. 13

 

CARTA A I.E.Q. – FAMILIA DE DEUS

 

Os discípulos de Jesus Cristo pela vontade de Deus, e os irmãos da Igreja Quadrangular do Jardim São Pedro, que a paz esteja convosco.

Para nós foram revelados, e, porém vós mandais tudo quanto o meu Senhor nos permitiu falar sobre a respeito do segredo do quarto.

No texto de Mateus 6.6 “Mas tu, quando orardes entre no teu quarto ou aposento”. Essa expressão nos leva a entender que Jesus recomendou um lugar separado para a oração. Esse é o seu refugio, o seu lugar sossegado, o seu santuário e local de encontro com o Pai.

Jesus também diz: “Orar a teu Pai”. Rendemos graças a Deus que as escamas dos nossos olhos foram arrancadas e neste fato, não existe mas senhora ou muito menos madre, mas sim um Pai, chamado por Jesus de ABBA, e que só Nele podemos confiar nossos segredos.

A expressão “que vê o que está oculto, e teu Pai, vê o que está oculto”, isso afirma que o Senhor nos vê indiferente do nosso estado emocional. Ele nos fala através da Palavra em Jr. 33.3 “clama a mim e responder-te-ei”. Podemos clamar que Ele está pronto para ouvir nossas suplicas, os nossos desejos, e Ele está tão atento aos nossos corações que no Salmo 40 diz “o senhor se inclinou para ouvir o meu clamor”. Ele tem uma Palavra profética para os tempos de hoje. “E se meu povo que clama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”.

Pois bem, a partir de hoje, estarão abertos aos meus olhos e atentos aos meus ouvidos à oração deste lugar. Vamos dar inicio a uma profunda e maravilhosa historia de oração que o povo de Deus viveu e vive até nos dias de hoje.

 

INTRODUÇÃO

O capítulo 6 de Mateus começa falando de duas coisas: da sublime relação que Deus deseja ter com suas criaturas e da vergonhosa hipocrisia religiosa.

A primeira coisa que chama a atenção é a palavra "Pai". Ela aparece 10 vezes nos 18 primeiros versículos do capítulo. Nunca antes um judeu tinha chamado a Deus de Pai. Pode conferir, em todo o Antigo Testamento ninguém ousaria ter tamanha intimidade e familidaridade com Deus.

Essa relação de intimidade foi inaugurada por Jesus, que em sua condição humana era o unigênito, ou o único filho gerado por Deus. Ele foi gerado pelo Espírito Santo, nasceu de uma virgem, e teve em José apenas seu pai legal, não biológico.

E tem mais: no Novo Testamento Deus não é chamado apenas de Pai. Pouco antes de morrer, quando Jesus orava em agonia, o evangelho de Marcos diz que ele se dirigiu a Deus com a palavra "Aba" que, em aramaico, quer dizer "Papai". E nas cartas dos apóstolos você aprende que todo aquele que crê em Jesus pode agora chamar a Deus de "Papai".

As praticas milenárias de justiça eram o jejum a oração e as esmolas. Deus estende essa relação de intimidade e parentesco a todo aquele que recebe a Jesus, e apenas a esses. Ouça com atenção o que diz o primeiro capítulo do evangelho de João:
Jesus "veio para o seu próprio povo, e não o receberam. Mas, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus".

Agora vem o contraste: Jesus expõe a hipocrisia do homem religioso, que dá esmolas e faz orações para ser visto e elogiado pelos homens. Segundo Jesus, esse já recebeu sua recompensa. Qual? Oras, ser visto e louvado pelos homens. O que Ele está dizendo é que um cara assim deve se dar por satisfeito por receber o que procurava e nada mais.

Esmolas e orações são coisas tão boas quanto as muitas árvores frutíferas que Deus plantou no Jardim do Éden para Adão e Eva se alimentarem. O que aconteceu? Eles comeram da única árvore que Deus ordenou que não comessem. Foi a origem do pecado, da rebelião do ser humano contra o criador. Quando Adão e Eva viram a besteira que tinham feito, tentaram se esconder de Deus entre as árvores do pomar. O homem religioso é assim: tenta se esconder de Deus entre as próprias coisas que Deus aprova, como esmolas e orações. Tenta disfarçar, fingir, encobrir seu pecado. O nome disso? Hipocrisia.

O objetivo principal desse estudo é falar sobre oração. Nós geralmente associamos a oração com a fala. Orar é falar com Deus é articular nossos desejos, nossas vontades, nossas angustias, e fazer nossos pedidos as nossas suplicas a Deus.

Oração é o meio de comunicação que Deus estabeleceu para cutivarmos um relacionamento intimo e continio com Ele. 

Há alguns pontos importantes sobre a oração:

  1. Oração como submissão, como entrega nas mãos de Deus: está oração é a declaração de nossa dependencia.
  2. Oração como um de adoração: a transendencia do simples ato de pedir, nos leva à adoração a Deus, pode ser com louvores ou até mesmo conversas.
  3. A oração criadora: Jesus ensina a orar para o Pai que está no céu. Está relação de oração é muito particular, podemos dizer que é um momento de carinho de Pai para filho.

A oração tem o papel diferente da Palavra, ela nos proporciona um conhecimento pessoal com Deus. A intimidade com Deus se alcança na medida que o cristão perseverar em oração.

Então podemos afirmar que a oração é o momento impar na vida do cristão, mas este momento parece estar perdendo o sentido nos ultimos dias. A oração é um aprendizado e aqueles que pretendem aprender o seu significado deve perseverar na sua prática. O oração deve tornar-se uma necessidade em nossas vidas, algo que sintamos falta como sentimos falta de alimentos e água.

Então antes de começarmos vamos nos perguntar: Como está sua vida de oração? Suas orações tem sido respondidas? Por que algumas pessoas só oram no momento da adversidade e da angustia. Muitas vezes temos noção de tudo isso, mas perguntamos, como orar? É certo que devemos lembrar que sem oração não conseguimos ter uma vida espiritual saudavel.

 

  1. TIPOS DE ORAÇÕES

Há uma maneira certa de orar. Para Jesus a oração inicia quando você se desliga do mundo e adentra na presença do Pai. A oração só tem significado quando acontece essa interação do filho com o seu Pai. E o ensino de Jesus no texto é assim:

Entrar no teu quarto Mt 6.6: expressão na qual nos leva a entender que Jesus recomenda um lugar separado para a oração, ou seja, um refugio.

Fecha a porta, o encontro secreto, expressa a concentração e confissão secreta, sem preocupações desnecessarias.

Converse com o Pai: Significa estar no salão do trono de Deus, o todo poderoso, o absoluto, o grande e eterno Deus que tem todo poder, força e majestade. O Deus que é fogo consumidor, que é luz e em quem não há treva nehuma. Um Deus total e abslutamente santo. Diante do Pai você poderá reconecer:

  1. A santidade do Pai – Santificado seja o Teu nome;
  2. O reinado do Pai – Venha o Teu reino;
  3. A vontade do Pai – Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu
  4. A provisão do Pai – O pão nosso de cada dia dá-nos hoje;
  5. O perdão do Pai – E perdoa-nos as nossas dividas, assim como nós temos perdoado...;
  6. O livramento e a proteção do Pai – E não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal.

Além dessa importante oração que Jesus nos ensinou, também existem outras orações que marcaram a vida dos servos de Deus e seus ousados feitos no Antigo e Novo testamento.

 

  1. ORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO

No Antigo Testamento, a oração pode ser adequadamente descrita em torno dos grandes homens de Israel que aparecem muitas vezes como grandes intercessores perante Deus em nome do seu povo. Nessa função, eles manifestaram uma incrível coragem e persistência. Podemos classificar resumidamente três períodos:

 

  1. ORAÇÃO PATRIARCAL

Neste período a oração consiste em invocar o nome do Senhor (Gn 4:26; 12:8; 21:33). Em conseqüência, há uma oração inequivocamente direta e familiar (Gn 15:2-21; 18:22-33; 24:12-14, 26-27).

Esta oração também está intimamente associada com o sacrifício (Gn 13:4; 26:25), embora essa associação igualmente apareça em épocas posteriores. Esse proferir de oração, num contexto de sacrifício, sugere uma união da vontade do homem com a vontade de Deus. Isso se verifica especialmente no fato que Jacó ligou sua oração com um voto ao Senhor. O voto (em si mesmo uma oração) promete serviço e fidelidade, se a benção buscada for concedida (Gn. 28.20-22).

 

  1. O período Pré Exílio

Nesse período, uma das principais ênfases da oração recai sobre a intercessão, embora este tipo de oração também tivesse sido um fator nos tempos patriarcais (Gn 18:22-33).

A intercessão se fez especialmente proeminente nas orações de Moisés (Ex 32:11-13, 31-32; 33:12-16; 34:9; Nm 11:11-15; 14:13-19; 21:7; Dt 9:18-21; 10:10); de Arão (Nm 9:22-27), de Samuel (I Sm 7:5-13; 12:19, 23), de Salomão (I Rs 8:22-53) e de Ezequias (II Rs 19:14-19).

Jeremias foi proibido de interceder perante Deus em favor do povo pecaminoso (Jr 7:16; 11:14; 14:11). Por outro lado, o sucesso acompanhou as intercessões de Ló (Gn 19:17-23), de Abraão (Gn 20:17), de Moisés (Êx 9:27-33; Nm 12:9-16), e de Jó (Jó 42:8-10). Era a forte relação pessoal com Deus, em que se encontravam aqueles mediadores, que forma o fundamento dessas orações intercessoras.

A oração é essencial para a recepção da Palavra por parte do profeta (Is 6:5-9; 37:1-4; Jr 11:20-23; 12:1-6; 42:1-7). A visão profética foi dada a Daniel quando ele se achava em oração (Dn 9:20-27).

Em certas ocasiões o Senhor mantinha o profeta a esperar por considerável tempo em oração (Hc 2:1-3).

Pelos escritos de Jeremias, sabemos que, enquanto que a oração era a condição essencial e a realidade da experiência e do ministério do profeta, por outro lado era freqüentemente um exercício tempestuoso do espírito (Jr 18:19-23; 20:7-18), como também uma doce comunhão com Deus (Jr 1:4-19; 4:10; 10:23-25; 12:1-4; 14:7-9, 19-22; 15:15-18; 16:19; 17:12-18).

 

  1. Nos Salmos

Nos Salmos há certa combinação de padronização e espontaneidade nas orações. Juntamente com as mais formais orações do 'santuário' (por exemplo, Sl 24:7-10; 100; 150) há orações pessoais solicitando perdão (Sl 51), comunhão (Sl 63), proteção (Sl 57), cura (Sl 6), vindicação (Sl 109), e orações que são repletas de louvor (Sl 103). Sacrifício e oração também são combinados nos Salmos (Sl 54:6; 66:13-20).

 

  1. O Período durante o Exílio

Durante o exílio, o fator importante da religião para os judeus foi a emergência da sinagoga. O Templo de Jerusalém fora arruinado, e ritos e sacrifícios sobre o altar não podiam ser realizados na imunda Babilônia. O judeu, então, não era mais aquele que nascera na comunidade e nela estava residindo, mas antes, era alguém que escolhera ser judeu.

O centro da comunidade religiosa era a sinagoga, e entre as obrigações religiosas aceitas como circuncisão, jejum e a observância do sábado, a oração também era importante. Isso era inevitável porque cada pequena comunidade em exílio agora dependia do culto na sinagoga onde a Palavra era lida e exposta, e onde orações eram feitas.

Tanto no Templo como na sinagoga, tanto no ritual sacerdotal como nas exposições dos escribas, o adorador devoto agora buscava a face de Jeová, Sua presença pessoal (Sl 100:2; 63), e recebia Suas bênçãos em termos da luz de Seu rosto a brilhar sobre ele (Sl 8:3,7,19).

 

  1. O PERÍODO PÓS-EXÍLICO:

Depois do exílio indubitavelmente havia um arcabouço de devoção, mas, dentro disso o indivíduo tinha certa liberdade. Isso é exemplificado em Esdras e Neemias, os quais, se por um lado insistia sobre o culto, a lei, o ritual, o sacrifício, os aspectos sociais da adoração, por outro lado, salientavam igualmente o fator espiritual da verdadeira devoção (Ed 7:27; 8:22-23, 31; Ne 2:4; 4:4, 9).

No período pós-exílico, pois, encontramos uma combinação de ordem, no ritual do Templo, com a simplicidade da reunião da sinagoga e a espontaneidade da devoção pessoal. A própria natureza da oração torna manifestamente impossível sistematizá-la de modo completo.

 

  1. Oração na Monarquia

A palavra “Palal”, no hebraico, tem como significado primário: orar. Este é o sentido geral que aparece em todo Antigo Testamento (Gn 20.17; Nm 11.2; Dt 9.26; I Sm 1.10; I Rs 8.28; II Rs 6.17; II Cr 6.19; Ne 2.4; Sl 5.2; Is 37.15; Jr 29.12; Jn 2.1). Lembrando que as orações são direcionadas a Deus. Observe que as referências citadas contemplam o período monárquico em Israel (período em que a figura do rei é introduzida no cenário político do povo israelita e passa a exercer soberania). É neste momento histórico de Israel que o termo “Palal” é o usado no sentido de “interceder” (Jr 7.16; 11.14; 14.11). Outra palavra que fica em evidência neste período é a palavra “tephilah”. Um substantivo derivado do termo “palal” que ocorre nos textos bíblicos com o sentido de “interceder” (Is 37.4).

Assim, com o uso desses termos com o mesmo significado, a oração intercessora é o tipo de oração mais evidente do período monárquico. Interceder é mais que simplesmente pedir por outro, é se colocar no lugar do outro e rogar e sentir sua dor e suas necessidades. Quando o Senhor Deus pediu a Jeremias “....Não rogues por este povo para bem.” (Jr 14:11) era porque Jeremias se colocava no lugar do seu povo, que seria levado cativo por causa de seus gravíssimos pecados. Sendo a intercessão uma característica deste período histórico de Israel, muito mais característico deve ser na vida daquele que serve a Deus.

 

  1. ORAÇÃO SABIA

E, acabando Salomão de orar, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do SENHOR encheu a casa” (2 Cr 7.1).

Salomão amava ao Senhor, e seguia os conselhos de seu pai Davi. Certa vez Salomão, num ato de adoração ao Senhor, ofereceu mil sacrifícios em Gibeão (1 Rs 3.4). Lá estava o tabernáculo e o altar de bronze que Moisés havia erigido no deserto (2 Cr 1.2-5). Naquela mesma noite, o Senhor apareceu em sonhos a Salomão. Neste sonho, Deus faz ao rei uma pergunta, dando-lhe a oportunidade de pedir o que desejasse, e sua resposta foi: sabedoria para governar o povo de Israel (1 Rs 3.3-10). Ao acordar do sonho, ele voltou à Jerusalém, ao tabernáculo, e ofereceu mais sacrifícios a Deus. Naquela noite, Salomão teve uma experiência com Deus que marcou seu reinado e, enquanto esteve perante o altar do Senhor, reinou com notória sabedoria e sucesso.

Salomão era sensível ao bem-estar de seu povo. A oração feita por Salomão (vv.12-4; 1 Rs 8.22-54) demonstra o seu amor e a sua preocupação pelas necessidades sociais e espirituais do povo; é o ministério de intercessão; da benevolência (Rm 12.13-20).

Observamos que a prática da oração no Antigo Testamento era presente na vida do povo de Deus. O uso das palavras em hebraico que foram usadas e depois traduzidas por oração em nossa língua mostra-nos o significado real que a oração tem no A.T., que é o de “interceder”, “clamar”, “aplacar a face de Deus”, “confessar” e “agradecer”. Que essas palavras sejam não  somente estudadas por nós, mas, principalmente, vividas em oração.

 

  1. O SECREDO DO QUARTO

No perfeito amor não há medo, Porque o amor lança fora todo o medo, nosso Deus não trata com a gente na base do medo. Nosso Deus não exige sacrifício: não entendo as pessoas que sobem escadas de joelhos por causa do Deus Pai de Jesus. Não entendo as pessoas que amarram fitas no braço por causa de Deus Pai de Jesus. Não entendo as pessoas que fazem promessas por causa de Deus Pai de Jesus.

O nosso Deus ofereceu seu filho como sacrifício por todos nós e para eternidade. No antigo testamento praticavam-se sacrifícios à Deus por causa da Lei Moises ou através dos profetas, mas Jesus foi próprio sacrifício e definitivo. Quando Jesus esteve presente no monte da transfiguração estava presente Moises, Elias e Jesus. Moises representava a lei, Elias representava os profetas e a voz do céu se pronuncia “Esse é meu filho amado”, ou seja, a Ele ouçam, não mais a Moises, a lei e os profetas.

Hoje nós temos a revelação plena de Deus em Jesus, e entendemos que Deus não põe medo, não escraviza, não exige sacrifícios. E nós já deveríamos ter entendido que Deus não precisa ser convencido, comovido e conquistado.

Porque para nós a oração é um processo de argumentar para convencer, chorar para comover e fazer força para mover o braço de Deus, ou seja, conquistar um favor de Deus. A oração para nós parece um exercício de convencimento de Deus ou é uma comoção para com Deus, parece que Deus está fechado na sua ira ou indiferente na sua necessidade, dizemos “O Senhor não vê o que estou passando”. Deus não precisa ser convencido, comovido e conquistado, já temos o Espírito Santo que vive em nós é isso já é uma dádiva, não precisamos arrancar nada de Deus dessa forma.

Muitas vezes nós perdemos a oportunidade de ficar em silencio na presença de Deus, porque para nós orar é comover, convencer e conquistar. E para convencer, comover e conquistar nós utilizamos palavras como grande arma. Nós falamos e só não chegamos diante de Deus dando ordens porque temos temor. Tem aqueles que não têm temor e já chega arrebentando tudo, dando ordens e forçando Deus. Deus não é um ídolo que no qual a gente trata com palavras de ordem.  Deus é o nosso Pai celestial, que cuida dos pássaros e de flores quanto mais de nós que somos imagem e semelhança. Deus não é um ídolo, Deus é diferente de todos, Deus é o nosso ABBA.

Jesus faz um comentário muito importante: quando orar, devemos fechar a porta do quarto e ir para o mais profundo do silencio, da reclusão, ou porque não dizer da introspecção. Introspecção é o Exame do interior, é o estudo da consciência por si mesma. Descrição da experiência pessoal em termos de elementos e atitudes.

Deus que nos vê em secreto nos dá a recompensa. Para Jesus a oração não é alguma coisa que Deus ouve. Para Jesus a oração é uma coisa que Deus vê. A oração tem muito pouca a ver com nossas palavras e tem tudo a ver com nosso coração. Por isso é muito interessante quando perguntaram a uma mulher:

O que ela dizia a Deus quando orava?

- E ela disse: Eu não digo nada, eu só escuto.

Então disseram a ela: E o que Deus fala para a Senhora?

- E ela respondeu: Deus não fala nada, ele só escuta.

Exemplo:

Um casal apaixonado se encontra, não há nem palavras que possa dizer para esse momento, apenas um abraço já diz tudo, isso é orar. É assim como Deus, não há palavras quando se encontra com nós, todo amor tende a ser expresso num abraço, num momento de carinho, onde Deus quer lhe abraçar e te pegar no colo.

Muitas vezes ficamos a mercê da correria do dia a dia e quando vamos orar falamos tanto que esquecemos de escutar a voz de Deus. Justamente por isso que Jesus ensina a você entrar no mais profundo silencio do seu coração, momento esse que nos leva a escutar a voz de Deus e Ele vê nosso coração.

Temos outro exemplo:

Dois pássaros sobre um galho de arvore, dizem um para o outro:

- Nossa! Como esses humanos correm tanto!

O outro responde:

- Eles não são como nós, porque nós olhamos para o Deus que temos e sabemos que Ele cuida de nós, eles deviam fazer o mesmo.

Devemos olhar para os pássaros, para a vida e escutar de Deus a beleza que tudo nos envolve, é que Deus quer cuidar de nós, basta nós querermos isso.

A oração é uma experiência de Deus que transcende (ultrapassa), as palavras. As palavras são limitadas demais para expressar essa experiência do Divino, por isso que Jesus diz: Feche a porta do teu quarto e vá ao mais profundo da tua introspecção.

Busque a Deus no silêncio, é ai que se constrói a verdadeira intimidade. É comum procuramos amigos para transmitir problemas particulares e segredos, mas esquecemos que muitas vezes só Deus nos garante total sigilo e pode nos ajudar mais que um amigo.

 

CONCLUSÃO

 

A Oração não é uma coisa que Deus ouve, a oração é um coração que Deus vê. Então essa é a nossa oração.

A nossa oração e que experimentamos está intimidade com Deus, intimidade tal que façam com que as nossas palavras se tornem desnecessárias. Nós convidamos vocês para fazerem essa mesma oração.

É inevitável que com muitas palavras, colocamos Deus na parede, é inevitável questionarmos a Deus e muitas vezes queremos ser mais sábios que Ele chegando a falar para Ele como nossas orações podem ser respondidas. Temos como exemplo a oração do profeta Habacuque 1.1-10.

Vamos lá, se exponha, se abra, se escancare para Deus, confesse a Ele quem você realmente é. Cristo Jesus veio ao mundo salvar pecadores, e são estes que Deus procura. Se você continuar se escondendo atrás de sua religião, de suas boas obras e orações para parecer que não é um pecador, como espera ser encontrado e salvo?

Do que adiante boas palavras, se não falamos de coração. No quarto em secreto não é necessário discurso, mas é necessário dialogo, onde você escuta Deus e Deus vê seu coração.

 

Estudo publicado em São Paulo, 26 de Fereveiro de 2012 por:

ALBERTO, ANGELA, NICE, GERSON, JOABES, LEONARDO, MAICON, SANDRO LUIZ

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