O medo tem limites
O medo tem limites
Texto: Marcos 4.35-41
Assunto: Medo
Exorde: “O medo, oprime, desencoraja, ilude e cega. É adversário da liberdade, da consciência, da confiança e da paz. Quem sente medo, está cercado de inimigos. Não vê beleza numa árvore, porque acha que ela lhe pode cair em cima da sua cabeça. Refugia-se na sua fortaleza individual e prepara-se para responder aos ataques. Porque o medo apela ao conflito”.(Fernando Marques).O medo não deve ser alimentado e fortalecido para a doença, não pode se transformar em fobia. O medo tem que significar para nós Sabedoria, com “S” que é temor do Senhor.
Explicação: Há vários tipos de medo. O texto de Marcos que acabamos de ler, reflete-se uma situação de medo, não podemos dizer que é um medo excessivo, irreal, de covardia e muito menos um distúrbio de ansiedade, portanto, naquele barco ninguém tinha fobia a tempestades (Queimofobia. Grego Cheimos=Tempestades; Fobia. Grego Fhobos=Temor) a maioria eram pescadores.
O barco naquela época era meio de transporte, esse fato afirma que eles sabiam da gravidade de uma tempestade no mar naquele determinado horário. Podemos classificar que esse medo foi repentino, um momento de pânico, onde todos perceberam que algo ai acontecer de ruim, que todos podiam morrer.
O mar da Galileia, também dito Mar de Tiberíades ou Lago de Genesaré (em língua hebraica: ים כנרת, kinneret) é um extenso lago de água doce, o maior de Israel, com comprimento máximo de cerca de 19 km e largura máxima de cerca de 13 km. Na moderna língua hebraica é conhecido por Yam Kinneret. Deságua nele o rio Jordão, que vem do monte Hérmon e de Cesareia de Filipe, e que depois segue para o Mar Morto. O Mar da Galileia fica a 213 metros abaixo do nível do Mediterrâneo. Nos tempos do Novo Testamento, ficavam nas suas costas as cidades de Tiberíades, fundada por Herodes Antipas ao tempo da infância de Jesus, Cafarnaum, Betsaida e Genesaré. Na sua extremidade meridional, há um vale profundo cercado por rochas escarpadas (despenhadeiro). O vento, afunilando-se através de colinas que o cercam e através deste vale, pode açoitar o lago, provocando repentinas e violentas tempestades. Mesmo com todos os perigos em relação ao mar, Jesus mostra que não devemos desanimar em nossa caminhada, Devemos suportar o medo que muitas vezes nos impede de fazer algo valioso, que nos priva de realizarmos sonhos e nos cega a ponto de perdemos a vontade de ser um discípulo.
Proposição: Vamos entender como identificar e controlar o limite do nosso medo, o texto de Marcos nos traz alguns benefícios em relação ao medo para uso em nossas vidas.
Palavra chave: Medo – Interrogativas - Quais?
Transição: o primeiro beneficio para suportar o medo:
- Preparo (versus Despreparo)
- Passado: O texto nos relata a naturalidade que tinha em se trafegar no mar, mesmo sabendo que poderiam enfrentar uma tempestade, para todos naquele barco era rotineiro aquela ação. Ainda mais, que todos estavam maravilhados com as palavras de Jesus, que antes estava ensinando a eles sobre fé na parábola do grão de mostarda, ou seja, ficaram de fato impressionados e com isso eles agiram pela fé, apesar de ser pequena. Mas o principal eles esqueceram, de se preparem para uma suposta tempestade.
- Presente: Hoje nos temos nos preparados para as supostas tempestades? Podemos ser virtuosos e ter todo o conhecimento que Cristo está no barco, mas esquecemos de nos preparar. Em (Lc. 22.32) Jesus diz a Pedro que quando ele se convertesse daí sim ele estaria preparado para apascentar ovelhas, portanto conhecimento e o princípio para um bom preparo. O despreparo nos leva a uma queda precoce. Por isso que vemos vários irmãos caindo na fé, imagino que muitas vezes é justamente por falta de preparo. Acha que conhece tudo sobre Deus, chega até ser prepotente, e não se prepara para enfrentar as adversidades e desiste de tudo.
- Futuro: O preparo é essencial para nós não morremos espiritualmente e até literalmente. O conhecimento e o preparo é o principal fundamento para aumentar nossa fé e minimizar o medo. Quando estamos despreparados enfrentamos tempestades que muitas vezes podiam ser evitadas. Ser discípulo de Jesus, exige todo um preparo do próprio Jesus.
Transição: além do preparo, o segundo beneficio, é a:
- Confiança (versus preocupação)
- Passado: Todos naqueles barcos estavam confiantes, o fato de conhecerem bem o mar da Galileia e os perigos que podiam ocorrer no caminho para o outro lado, todos confiaram em Jesus a ponto de outros barcos o seguirem (v.35-36). Mas num determinado momento, o barco ia se enchendo de água e viram Jesus dormindo, começaram a se preocupar.
- Presente: O excesso de preocupação nos deixa desconfiado, e em uma situção tranquila, a preocupação nos atormenta e o medo influencia a atenção que nos leva a buscar formas de se livrar dele, a ponto de perdemos o rumo, daí nossa caminhada torna-se turbulenta. Quantas vezes confiamos em algo, mas quando estamos presente a um cenário de insegurança, nós nos preocupamos, a ponto de esquecer que Jesus está no barco.
- Futuro: Em acordo com os discipulos, confiar em Jesus é fundamental para não se preocuparmos com o medo. Jesus é o único que pode nos ajudar nessas situações. Devemos identificar e controlar essa situação e rapidamente recorrer à Jesus, para que nossa preocupação não se transforme num medo doentio, no qual irá impedir de continuarmos nossa caminhada. Como diz Fernando Marques. O medo “É adversário da liberdade, da consciência, da confiança e da Paz”.
Mas não basta termos preparo e confiança, é necessário o terceiro beneficio:
- a Atitude (versus Conformidade)
- Passado: Quando todos perceberam que não havia mais nada o que fazer, o barco estava sendo tomado pelas águas. Era certo que todos fossem naufragar. Daí o medo começou a tomar conta de todos, e antes de ficarem aterrorizados, lembraram que Jesus estava com eles e com toda humildade disseram “Mestre, não se importa que percemos? (v.38).
- Presente: Jesus nunca dorme, mas temos que ter atitude em clamar por Ele. Não podemos nos conformar com determinadas situações em nossa vida, principalmente quando percebemos que perdemos o rumo por falta de preparo e de confiança.
- Futuro: Quando percebemos que nossas habilidades e experiencias não são suficientes para controlar o barco, temos que clamar o Mestre. O barco em que estiver Jesus Cristo jamais afundará. Um atitude pode mudar a historia.
Concluindo
Não podemos esquecer que naquele barco estavam somente os discipulos de Jesus, quem verdadeiramente é seguidor de Cristo. Temos que acompanhar Jesus na terra e principalmente no mar agitado (Mc.8-34). O Cristão verdadeiro jamais abandona a navegação, sem antes, tentar o impossivel. Portanto, ter o preparo e confiança, é importante porque através desses benefícios podemos minimizar nosso medo, mas o mais importante dos três benefícios, é a atitude, com ela buscaremos a Jesus, com ela exercitaremos nossa fé. Não pense que o mestre está dormindo no seu barco, é verdadeiro que Ele espera por ti todos os momentos de sua vida.
Não esquecer que o medo tem que ser temor a Deus e não doença e muito menos fracasso ou fragilidade. Que fique de lição: quando todas as forças humanas se esgotam, é o momento em que Jesus entre em ação e intervém por todos poderosamente. Jesus ensinando-nos mostra que somos incapazes de fazer algo sem que Ele esteja presente, que sem ele o “medo oprime, desencoraja, ilude e cega”, mas Com Jesus temos beleza, confiança, liberdade, paz.
Texto: Gerson Natal Gomes